Eterna busca

Não sei o que procuro, no entanto, em pensamento esboço sua forma, ainda que quase etérea. Então, torna-se real, quase tangível, quando contemplo tua face e vejo dela emergir a minha busca, mais intensa e vivaz que a própria realidade antes presente, dilacerando o véu da matéria, desnuda a mais pura essência ainda inominável.

Por um breve instante, capturo aquilo que não pode ser tocado, observo o que não tem forma, sinto em meu cerne a intangível presença. E em tua imagem que se revela, no ápice contemplativo, no momento crucial em que penso que poderei ter-te aqui eternamente, tua forma se enevoa, e em meio a neblina, percebo meu próprio reflexo tomando forma, e daí já não sei mais onde termina ou começa essa busca interminável...

Procuro, encontro, e então perco, ainda que não compreenda sua real forma ou natureza.

Postagens mais visitadas deste blog

Pequeno ensaio

O Beijo da Filha do Vento

Eterna Testemunha