Eterna Testemunha
São lembranças que me adentram num mar de tristeza. E não importa o quanto eu tente escapar, a realidade é sempre a mesma, dilacerante como um inverno eterno, imutável e implacável.
A felicidade, sempre escassa, não é capaz de levar embora a tristeza.
Certos sentimentos jamais encontrarão morada em outrem. Certas perguntas permanecerão sem respostas, e certos corações sempre irão sangrar.
Serei então a eterna testemunha das aflições humanas, portador da alvorada. E mesmo que tudo seja dor e tristeza, o brilho ofuscante da esperança surgirá, e lá, no final de todas as coisas, a luz uma vez mais acenderá aos gélidos corações, e todo sofrimento será soprado para longe.
Texto originalmente escrito em 12/02/2010