(Des)Encanto
Meu vago encanto repousa em descanso, silencioso, assim como os meus sonhos, jazidos na extremidade mais obscura da alma. Aqui, a pálida luz purificadora torna-se devaneio, oscilante, em águas profundas e esquecidas, onde a esperança as vezes se banha, clamante, pelos sonhos adormecidos, desvanecentes… Os sonhos que sonham. E no final, restarão apenas as lembranças, marcadas em cicatrizes que percorrem os entes, como um emaranhado de cordas, que vez ou outra envolvem corações solitários, que encantam-se, mesmo que brevemente, confortando momentaneamente suas aflições.